sábado, 28 de novembro de 2020

Judiciário na Mídia Hoje | 11 de março de 2020 16:26

Alexandre Abrahão nega pedido de liberdade de lutador acusado de espancar paisagista

*Extra

Juiz Alexandre Abrahão

O juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), negou no último dia 18 pedido feito pela defesa para a revogação da prisão preventiva do estudante de Direito e lutador de jiu-jítsu Vinicius Batista Serra, de 28 anos. Preso desde o ano passado, ele é acusado de espancar por quatro horas seguidas a paisagista Elaine Peres Caparroz, de 56. A agressão ocorreu em 16 de fevereiro de 2019, durante um encontro no apartamento da vítima, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Pouco mais de um ano após o espancamento, a paisagista vai voltar a ficar frente a frente com seu agressor. Elaine levou 60 pontos na boca e teve, entre outros ferimentos, fraturas no rosto, no nariz, no fundo de um olho e em três raízes dentárias.

Ainda carregando no corpo as marcas da violência que sofreu, ela vai comparecer na sexta-feira (13), a uma audiência de instrução e julgamento, prevista para ser realizada no 3º Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio. A informação foi revelada pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, em “O Globo”.

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Durante a audiência, peritos encarregados de realizar um exame de sanidade mental no estudante deverão ser ouvidos. Na ocasião, poderá ser decidido ainda se o lutador será ou não submetido a um júri popular por crime de tentativa de feminicídio.

A paisagista postou um vídeo, em sua redes sociais, onde pede apoio para que seu agressor seja punido pelo crime que praticou. Caparroz disse que gostaria aproveitar a audiência para saber o motivo da agressão sofrida. “A única coisa que eu gostaria de ouvir dele é o motivo de ter feito isso comigo. Tento certeza que tudo foi premeditado, tando que ele me drogou misturando alguma coisa no vinho que tomei”, disse Caparroz.

Por conta do episódio, a paisagista mudou-se para um apartamento em outro bairro do Rio, mas está há quatro meses em São Paulo, onde passa a maior parte do tempo. Ela conta ainda que, com a repercussão do seu caso, acabou se transformando em uma espécie de referência para mulheres que sofrem algum tipo de violência doméstica.

Elaine Caparroz quando chegava para prestar depoimento na 16ª DP | Foto: Pedro Teixeira/Agência O Globo