AMAERJ | 07 de agosto de 2026 19:00

Presidente da AMAERJ acompanha posse de novo conselheiro do CNJ

Dirigentes associativos com o conselheiro Carlos Vinícius Alves Ribeiro | Foto: Lucas Borges/AMB

A juíza Eunice Haddad, presidente da AMAERJ e vice-presidente de Assuntos Legislativos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), esteve nesta sexta-feira (7) na solenidade de posse do promotor de Justiça Carlos Vinícius Alves Ribeiro como conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A cerimônia de posse, em Brasília, contou com as presenças dos ministros Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Herman Benjamin, presidente do STJ, Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça; e de dirigentes da AMB.

Foto: Ana Araújo/CNJ

Ao discursar, o corregedor Mauro Campbell deu as boas-vindas ao novo conselheiro. “Sua experiência institucional, sua sólida formação jurídica, sua reconhecida capacidade de diálogo e seu compromisso com o interesse público certamente enriquecerão os debates deste colegiado e fortalecerão ainda mais o trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça”, disse.

Carlos Vinícius Alves Ribeiro é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutor em Direito Administrativo pela Universidade de São Paulo (USP). Ingressou no Ministério Público de Goiás (MP-GO) em 2004, é titular da 12ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia e exercia o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) desde de 2022.

Foto: Ana Araújo/CNJ

“Assumo essa cadeira com a consciência exata das limitações institucionais do cargo, o que prometo é dedicação, estudo técnico antes de opinar, buscar dados confiáveis antes de formar convicções, técnica e não conveniência”, afirmou o empossado, que elogiou a Magistratura.

“Um Judiciário sem dados sobre si mesmo é um Judiciário que não pode se corrigir adequadamente. Antes do CNJ, o Brasil não sabia quantos processos tinha, hoje sabemos muito: 84 milhões de processos em tramitação, 35 milhões de processos por ano e, em 2025, tivemos mais processos julgados que processos entrando no sistema de Justiça. Temos pouco mais de 18 mil magistrados no Brasil, dá uma média de 1.500 sentenças e decisões judiciais por ano, por magistrado. Isso significa, na prática, uma decisão a cada duas horas trabalhadas. Sem intervalo, sem férias e sem final de semana. É um Judiciário que produz em escala industrial. Por isso, o Brasil precisa valorizar os integrantes do Poder Judiciário, que entregam suas vidas à prestação jurisdicional em todos os locais do país”, frisou.

O presidente do CNJ saudou o empossado. “O Conselho Nacional de Justiça reúne-se hoje, com alegria e honra, para receber um novo integrante na sua composição. Sua presença representa um enriquecimento para o colegiado e traz consigo a experiência de quem sempre trabalhou para fortalecer o sistema de Justiça brasileiro. E aqui vem para contribuir junto com todos nós, que aprendemos todos os dias.”

Foto: Lucas Borges/AMB

Leia também: Presidente Eunice Haddad e dirigentes da AMB acompanham sessão do CNJ
Magistrados do Rio e ministro do STJ lançarão livro sobre a Lei Maria da Penha
Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli anuncia finalistas da 15ª edição