segunda, 09 de dezembro de 2019

AMAERJ | 10 de setembro de 2018 11:49

Jurista e imortal da ABL, Helio Jaguaribe morre aos 95 anos

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Helio Jaguaribe tinha 95 anos | Foto: Divulgação

O jurista, acadêmico, sociólogo e escritor Helio Jaguaribe morreu na noite deste domingo (9), aos 95 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele integrava a ABL (Academia Brasileira de Letras). O velório será na Sala dos Poetas Românticos, no Petit Trianon, a partir das 10h desta quarta-feira (12). O sepultamento acontecerá às 15h no Mausoléu da ABL, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

O acadêmico deixa viúva, Maria Lucia Charnaux Jaguaribe, e cinco filhos.

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O presidente da ABL, Marco Lucchesi, afirmou: “Helio Jaguaribe foi um dos últimos grandes intérpretes de nosso país. Estudou o Brasil para transformá-lo, mediante uma abordagem desenvolvimentista, com a fundação do Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), nos anos cinquenta”.

Ele completou: “para Helio Jaguaribe, ação e pensamento permanecem indissociáveis, como Darcy Ribeiro e Celso Furtado, que o precederam na cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras. Cientista político de alta erudição e consciência vigilante, deixou obra vasta e criativa. Cito apenas dois títulos: A dependência político-econômica da América Latina, verdadeiro clássico na área, e Um estudo crítico da história, divisor de águas da interpretação do processo histórico publicado em nosso país. Homem de gestos largos e entusiasmado, Helio continua vivo pelas virtudes de sua obra, saudosa do futuro”.

Trajetória

Helio Jaguaribe de Mattos nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1923. Ele diplomou-se em Direito, em 1946, pela PCU-Rio (Pontifícia Universidade Católica). Em 1952, foi um dos fundadores do Ibesp (Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política); em 1956, promoveu a constituição do Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros). Em 1964, depois de pública condenação do golpe militar, afastou-se do país e foi lecionar nos Estados Unidos entrew 1964 a 1969, nas universidades de Harvard e de Stanford, e no MIT (Massachusets Institute of Tecnology).

Ao retornar ao país, em 1969, ingressou no Conjunto Universitário Cândido Mendes, onde ficou até 2003. Dois anos depois, em 2005, foi eleito pela ABL para ser o nono ocupante da Cadeira nº 11 – na sucessão do economista Celso Furtado. Foi recebido, no mesmo ano, pelo acadêmico Candido Mendes de Almeida.

Por suas contribuições ao país, recebeu diversas honrarias. Por sua contribuição às Ciências Sociais, aos estudos latino-americanos e à análise das Relações Internacionais, recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Johannes Gutenberg, de Mainz, RFA (em 1983); da Universidade Federal da Paraíba (em 1992) e da Universidade de Buenos Aires (em 2001).

Em 1996, foi agraciado, por sua contribuição às Ciências Sociais, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 1999, o Ministério da Cultura conferiu, por sua contribuição ao desenvolvimento cultural do país, a Ordem do Mérito Cultural.

Fontes: Estadão e G1

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