
Iniciativas em prol da defesa da dignidade humana foram celebradas na cerimônia do 14º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos, no salão histórico do 1º Tribunal do Júri. Ao discursar, a presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad, ressaltou a importância da premiação.
“Recebemos 349 inscrições de diversas regiões do Brasil, o que evidencia o caráter nacional da premiação e a sua importância para a Magistratura, o Direito, a academia, a sociedade civil, o jornalismo e, claro, os direitos humanos. Esta é uma premiação que traz visibilidade e incentiva práticas e trabalhos inspiradores. Ações que fazem a diferença para a sociedade devem ser sempre disseminadas para servir de exemplo.”, afirmou a juíza Eunice Haddad.
Criado em 2012, o Prêmio homenageia a memória da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares em 2011, quando era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
A presidente da AMAERJ destacou o legado de Patrícia Acioli. “Uma juíza próxima da sociedade, corajosa, que atuou na defesa da justiça nos 18 anos em que exerceu a Magistratura. Seu exemplo será eternamente lembrado e ressaltado”, frisou.
A solenidade, realizada em 22 de setembro, reuniu magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e de outros estados, membros do Ministério Público e da Defensoria, políticos, advogados, jornalistas, professores, estudantes e Maria Eduarda Acioli, filha da juíza Patrícia Acioli.
O presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, exaltou a premiação. “O Prêmio Patrícia Acioli infelizmente surgiu de um triste episódio, mas hoje simboliza a grandiosidade que representa essa juíza. Hoje, podemos comemorar mais um evento que traz à tona criações que envolvem a defesa dos direitos humanos.”
A premiação conta com quatro categorias: Trabalhos dos Magistrados; Práticas Humanísticas; Trabalhos Acadêmicos; e Reportagens Jornalísticas. Confira aqui a lista completa dos vencedores.
