AMAERJ | 10 de agosto de 2026 15:58

Presidente Eunice Haddad acompanha aula magna da EMERJ com a ministra Nancy Andrighi

Magistrados Cláudio dell’Orto, Ricardo Couto, Nancy Andrighi e Eunice Haddad

A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferiu a aula magna da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), nesta segunda-feira (10). A presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad, esteve no encontro, no Plenário Ministro Waldemar Zveiter, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Também compuseram a mesa de autoridades o ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ; os desembargadores Ricardo Couto (presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio), Cláudio dell’Orto (diretor-geral da EMERJ e ex-presidente da AMAERJ), Claudio Brandão (corregedor-geral da Justiça), Maria Angélica Guedes (2ª vice-presidente do TJ), Ana Maria Pereira de Oliveira e Cristina Gaulia, do TJ-RJ, e Denise Hammerschmidt, do Tribunal do Paraná (TJ-PR); e o advogado Marcelo Mazzola.

A ministra Nancy Andrighi agradeceu pelo convite. “Sintam-se calorosamente abraçados por mim, com muito carinho. O convite para proferir essa aula magna tem um significado muito especial porque é um dos maiores e inesquecíveis presentes que recebi dos estimados colegas do Estado do Rio de Janeiro, no entardecer da minha jornada na Magistratura. Obrigada de coração, levarei como um dos momentos mais felizes que estou vivenciando”, disse.

A palestra da ministra teve como tema “herança digital”. “Convido todos a refletir acerca de uma das questões mais complexas e intrincadas que estamos vivenciando em razão do advento da era digital. O que acontece com toda essa vida virtual quando a nossa vida biológica chega ao fim? Quem detém a chave da nossa posteridade em um mundo onde a vida é desmaterializada? Essas não são perguntas retóricas, elas formam um núcleo de uma crise silenciosa no âmbito jurídico brasileiro e do mundo”, frisou.

“Hoje, a grande parte de nossa biografia e riqueza, reside em bits, bytes, armazenados em servidores distantes e protegidos por senhas, que muitas vezes levamos conosco para o túmulo. O Código Civil de 2002 é um diploma pré-nuvem. Diante desta lacuna, o Poder Judiciário tem assumido um protagonismo para poder atender pedidos dos jurisdicionados, mesmo em face da ausência da lei”, afirmou a ministra.

Ao discursar, o diretor-geral da EMERJ agradeceu a ministra pela presença. “Expressamos a nossa maior gratidão por dispor um pouco do seu tempo para vir falar conosco sobre um tema tão importante e atual. É uma pesquisa maravilhosa da ministra Nancy Andrighi, que é um exemplo para todos nós”, disse o desembargador Cláudio dell’Orto.

O presidente do TJ-RJ destacou a cultura jurídica da ministra. “Hoje fomos presenteados com essa brilhante exposição, com o brilhantismo das palavras de vossa excelência. A ministra Nancy representa tanto para a cultura jurídica, é uma ministra de grande saber. A Justiça do Rio de Janeiro, ao convidá-la para proferir a aula magna, apenas declara, atesta e reconhece o valor enorme de vossa excelência”, concluiu o desembargador Ricardo Couto.

Durante o encontro, foi lançado o livro “Tratado de Bioética e Direito”, que homenageia a ministra Nancy Andrighi e conta com prefácio da desembargadora Cristina Gaulia.