
Promovida pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), a 5ª edição da Caminhada Negra reuniu cerca de 80 pessoas na região da Pequena África, no Centro do Rio de Janeiro, no sábado (1º). O encontro aconteceu em conjunto com a 6ª Trilha da Memória, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio). Participou da ação o desembargador Wagner Cinelli, diretor Cultural da AMAERJ e presidente do COGEN-1º Grau (Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação no 1º Grau de Jurisdição).
“É muito importante falar sobre a nossa história e o nosso passado. O Brasil é um país que, infelizmente, teve uma escravidão que durou quase quatro séculos e foi o último das Américas a ter a abolição. Isso se reflete nos dias de hoje, na estrutura social. Então, nós precisamos falar sobre isso, e uma grande forma de reduzir a nossa ignorância a respeito do passado é fazer a Trilha da Memória”, afirmou o desembargador.
Também esteve presente a juíza Luana Santana, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), que foi servidora do TJ-RJ por 19 anos. A magistrada preside a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual do TJ-MA.
“É preciso ter o conhecimento da cultura negra em algumas decisões judiciais e, para isso, nós temos alguns protocolos, como a decisão com perspectiva racial prevista na Resolução nº 598/2024 do Conselho Nacional de Justiça. Em algumas situações, precisamos ter o conhecimento da história do povo negro para que possamos aplicar justiça ao caso concreto”, disse a juíza.
O passeio foi guiado pela historiadora e turismóloga Tatiana Lima Brandão, do Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus), do Tribunal.

O evento foi organizado para comemorar o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a fim de resgatar a memória afro-brasileira, a história e a cultura do povo negro na formação do Brasil.
O trajeto começou na Praça Mauá e seguiu por pontos como Igreja de São Francisco da Prainha, Painel Hilário Jovino, Casa da Escrevivência, Largo de São Francisco da Prainha, Pedra do Sal, Mirante do Morro da Conceição, Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito, Espaço Cultural Casa da Tia Ciata, Mercado de Escravizados, Cais da Imperatriz, Docas Pedro II, Praça da Harmonia e Cemitério dos Pretos Novos.
Um dos pontos visitados foi o Cais do Valongo, sítio arqueológico do porto de receptação de africanos escravizados e atual patrimônio histórico da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
A Caminhada Negra também foi realizada em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
(Com informações do TJ-RJ)

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