AMAERJ | 04 de agosto de 2026 15:50

AMAERJ participa de ato no Cristo Redentor pelo fim do feminicídio

Magistradas Elen de Freitas, Katerine Jatahy e Ana Beatriz Estrella participaram | Foto: Ronaldo Jr. / Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Autoridades do Judiciário fluminense reuniram-se no alto do Morro do Corcovado, nesta segunda-feira (3), em gesto pela campanha nacional “Judiciário pelo Fim do Feminicídio” e pelos 20 anos da Lei Maria da Penha. A juíza Ana Beatriz Estrella, 2ª vice-presidente da AMAERJ, representou a Associação no encontro, promovido pelo Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM), do Tribunal de Justiça (TJ-RJ).

Também participaram as magistradas Adriana Ramos de Mello e Katerine Jatahy, coordenadora e vice-coordenadora da COEM; Camila Guerin e Elen de Freitas, diretoras do departamento AMAERJ Mulheres.

Durante o evento, o Cristo Redentor foi iluminado com a cor laranja, símbolo mundial de alerta contra a violência às mulheres.

Foto: Rafael Oliveira/TJ-RJ

Ao discursar, a desembargadora Adriana Ramos de Mello disse que a Lei Maria da Penha representa um divisor de águas na vida das meninas e mulheres brasileiras. “Ela nasce realmente da coragem dessa mulher que se recusou a aceitar a violência sofrida. A lei representa o resultado de uma longa trajetória das mulheres brasileiras”, afirmou.

Presidente do Fonavid, a juíza Camila Guerin exaltou o trabalho coletivo por um mundo mais seguro para as mulheres. “O maior prazer de estar à frente do Fonavid é perceber que a nossa revolução é a nossa união. Estamos juntos todos os dias nessa luta de enfrentamento à violência de mulheres, de meninas, de crianças, por um mundo com mais paz”, frisou a magistrada.

A juíza Katerine Jatahy destacou que é necessário compreender a violência em toda a sua complexidade. “O feminicídio não acontece de repente. Ele dá sinais. Esses sinais aparecem quando o agressor controla a vida da mulher, afasta da família, dos amigos, impede que trabalhe ou estude, controla o seu dinheiro e os seus documentos, agride, ameaça, persegue, humilha, descumpre medidas protetivas.”

Foto: Ronaldo Jr. / Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Com informações do TJ-RJ.

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