Judiciário na Mídia Hoje | 06 de maio de 2021 16:13

Mãe suspeita de torturar o filho de 2 anos no Rio tem prisão preventiva decretada

*G1

Menino foi encontrado no Rio com lesões no corpo — Foto: Reprodução

A juíza Monique Correa Brandão dos Santos Moreira, da 17ª Vara Criminal, converteu a prisão em flagrante de Isabele de Sousa da Silva para preventiva após audiência de custódia nesta quarta-feira (5).

Isabele é acusada de torturar e agredir o filho de apenas 2 anos de idade – inicialmente foi informado que o menino tinha 3 anos -, causando-lhe ferimentos no rosto, mãos e costas, levando-o a ser hospitalizado. A criança foi encontrada em estado de subnutrição e desidratação.

Durante a audiência, Isabele negou ter causado as lesões na criança e alegou que o filho tem problemas dermatológicos. Ela foi denunciada pelo próprio irmão, um policial militar, que desconfiou das agressões e da aparência subnutrida do sobrinho. Ele também contou que Isabele já havia agredido a própria mãe.

Em sua decisão, a juíza fala da extrema gravidade dos fatos, além do risco da mãe voltar a agredir o filho, colocando em risco a integridade física da vítima.

Entenda o caso

Isabele de Sousa da Silva foi presa na terça-feira (4) por suspeita de torturar e causar maus-tratos ao próprio filho. A criança foi encontrada em casa no Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio, e encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro da cidade.

Os investigadores da Delegacia de Proteção da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) receberam a denúncia através de um policial militar. Os agentes foram até o local e encontraram o menino, que, segundo a polícia, estava sendo torturado física e psicologicamente.

A polícia informou que a vítima teve que ficar internada por ter ferimentos pelo corpo e estar em estado de desnutrição e desidratação.

A mulher vai responder por tortura majorada, crime previsto na Lei 9455/97. Ela pode ficar presa de 2 a 8 anos. A criança segue sob cuidados médicos e, em seguida, será deixada aos cuidados do Conselho Tutelar.

Maus-tratos contra a própria mãe

Uma segunda investigação foi aberta, pela Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), para apurar se a mãe da detida também era vítima de maus-tratos. De acordo com a polícia, a suspeita também responde pelos crimes previstos no Estatuto do Idoso.

Os investigadores querem descobrir se a detida colocou em risco a saúde física e psíquica da idosa. A suposta agressora também teria se apropriado de bens, provento ou pensão da própria mãe.