AMAERJ | 29 de outubro de 2026 18:30

AMAERJ participa da premiação de estudantes com Selo Carolina Maria de Jesus

Estudantes da rede municipal foram premiadas pelo Selo Carolina Maria de Jesus, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), nesta quinta-feira (29), no Plenário Desembargador Estenio Cantarino Cardozo. A juíza Ana Beatriz Estrella, 2º vice-presidente da AMAERJ, compôs a mesa de honra da solenidade, que celebrou as 15 vencedoras do concurso de redação inspirado nos temas trabalhados pelo Programa Rio Lilás.

Na solenidade, a juíza Ana Beatriz Estrella destacou que “dar o nome de Carolina Maria de Jesus a essa premiação é reconhecer que a palavra pode ser instrumento de emancipação, que a educação pode romper ciclos de desigualdade e que nenhuma transformação social será completa enquanto algumas pessoas continuarem sem acesso efetivo a seus direitos. O Selo Carolina Maria de Jesus expressa uma compreensão fundamental: o enfrentamento à violência contra a mulher não começa apenas quando o processo chega ao Judiciário. Ele começa muito antes e não é um problema apenas do Judiciário, é um problema de toda a sociedade. E esse enfrentamento também começa nas escolas”.

Juíza Ana Beatriz Estrella, 2º vice-presidente da AMAERJ

O Selo Carolina Maria de Jesus reconhece o compromisso de escolas e estudantes participantes do Programa Rio Lilás, iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM), que promove ações educativas em prol da conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres. Cada estudante premiada recebeu um tablet como forma de incentivo à continuidade dos estudos.

Em seu discurso, o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio de Janeiro, ressaltou a importância do programa. “A ligação do Judiciário com as escolas mostra não apenas os direitos e os deveres que temos, mas representa também uma quebra de barreiras. O Judiciário deve ir onde o povo está. Deve ir às escolas e estar presente trazendo uma de suas funções que é a pacificação social. Quando se coloca junto de programas como esse, o Judiciário está fazendo um trabalho preventivo. Esse momento aqui de celebração é muito representativo e de um valor enorme para o Tribunal de Justiça”, disse.

Desembargadores Ricardo Couto e Adriana Ramos de Mello

A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da COEM, enfatizou que a premiação “representa muito mais que o reconhecimento dos trabalhos escolares. Estamos aqui para celebrar a educação, a criatividade e o protagonismo dessas crianças que estão neste Órgão Especial. Elas são as verdadeiras protagonistas dessa solenidade, sobretudo no mês das crianças. É uma celebração, mas também a reafirmação do compromisso do Tribunal de Justiça de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, na qual a prevenção da violência contra as meninas e mulheres comece muito antes de qualquer processo judicial”.

Também compuseram a mesa de honra da solenidade o corregedor-geral da Justiça, desembargador Cláudio Brandão, e as juízas Katylene Collyer, Katerine Jatahy e Erica Bueno.

A programação ainda contou com apresentações artísticas de estudantes das escolas municipais Maria das Dores Negrão e São Francisco de Assis, além do lançamento de um aplicativo desenvolvido por estudantes da Escola Municipal George Sumner, que apresenta o “Programa Rio Lilás” e oferece orientações para meninas e mulheres que necessitam de acolhimento.

Foi inaugurada também uma exposição fotográfica no foyer do Órgão Especial com os registros das atividades e dos materiais informativos produzidos pelo Rio Lilás desde a sua criação, em 2025.

Desembargador Cláudio Brandão e juíza Katerine Jatahy

Juízas Katylene Collyer e Erica Bueno entregam prêmio

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