
Estudantes da rede municipal foram premiadas pelo Selo Carolina Maria de Jesus, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), nesta quinta-feira (29), no Plenário Desembargador Estenio Cantarino Cardozo. A juíza Ana Beatriz Estrella, 2º vice-presidente da AMAERJ, compôs a mesa de honra da solenidade, que celebrou as 15 vencedoras do concurso de redação inspirado nos temas trabalhados pelo Programa Rio Lilás.
Na solenidade, a juíza Ana Beatriz Estrella destacou que “dar o nome de Carolina Maria de Jesus a essa premiação é reconhecer que a palavra pode ser instrumento de emancipação, que a educação pode romper ciclos de desigualdade e que nenhuma transformação social será completa enquanto algumas pessoas continuarem sem acesso efetivo a seus direitos. O Selo Carolina Maria de Jesus expressa uma compreensão fundamental: o enfrentamento à violência contra a mulher não começa apenas quando o processo chega ao Judiciário. Ele começa muito antes e não é um problema apenas do Judiciário, é um problema de toda a sociedade. E esse enfrentamento também começa nas escolas”.

O Selo Carolina Maria de Jesus reconhece o compromisso de escolas e estudantes participantes do Programa Rio Lilás, iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM), que promove ações educativas em prol da conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres. Cada estudante premiada recebeu um tablet como forma de incentivo à continuidade dos estudos.
Em seu discurso, o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio de Janeiro, ressaltou a importância do programa. “A ligação do Judiciário com as escolas mostra não apenas os direitos e os deveres que temos, mas representa também uma quebra de barreiras. O Judiciário deve ir onde o povo está. Deve ir às escolas e estar presente trazendo uma de suas funções que é a pacificação social. Quando se coloca junto de programas como esse, o Judiciário está fazendo um trabalho preventivo. Esse momento aqui de celebração é muito representativo e de um valor enorme para o Tribunal de Justiça”, disse.


Desembargadores Ricardo Couto e Adriana Ramos de Mello
A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da COEM, enfatizou que a premiação “representa muito mais que o reconhecimento dos trabalhos escolares. Estamos aqui para celebrar a educação, a criatividade e o protagonismo dessas crianças que estão neste Órgão Especial. Elas são as verdadeiras protagonistas dessa solenidade, sobretudo no mês das crianças. É uma celebração, mas também a reafirmação do compromisso do Tribunal de Justiça de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, na qual a prevenção da violência contra as meninas e mulheres comece muito antes de qualquer processo judicial”.
Também compuseram a mesa de honra da solenidade o corregedor-geral da Justiça, desembargador Cláudio Brandão, e as juízas Katylene Collyer, Katerine Jatahy e Erica Bueno.

A programação ainda contou com apresentações artísticas de estudantes das escolas municipais Maria das Dores Negrão e São Francisco de Assis, além do lançamento de um aplicativo desenvolvido por estudantes da Escola Municipal George Sumner, que apresenta o “Programa Rio Lilás” e oferece orientações para meninas e mulheres que necessitam de acolhimento.
Foi inaugurada também uma exposição fotográfica no foyer do Órgão Especial com os registros das atividades e dos materiais informativos produzidos pelo Rio Lilás desde a sua criação, em 2025.






Desembargador Cláudio Brandão e juíza Katerine Jatahy


Juízas Katylene Collyer e Erica Bueno entregam prêmio

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