AMAERJ | 13 de abril de 2026 19:38

Dois novos desembargadores são empossados no Tribunal de Justiça do Rio

Presidente Eunice Haddad com desembargadores Carlos Santos, Guilherme Pedrosa Lopes e João Guilherme Chaves Rosas Filho

Promovidos pelo Órgão Especial ao cargo de desembargador, os magistrados João Guilherme Chaves Rosas Filho e Guilherme Pedrosa Lopes foram empossados nesta segunda-feira (13), no Plenário Desembargador Estenio Cantarino Cardozo, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad, esteve na solenidade e parabenizou os colegas.

Também participaram da cerimônia os desembargadores Claudio Brandão, corregedor-geral da Justiça do Rio; Claudio Mello Tavares, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ); Cláudio dell’Orto, diretor-geral da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ); e Luiz Zveiter, presidente do TJ no biênio 2000-2010 e decano da Corte.

Magistrado desde 1993 e promovido pelo critério de antiguidade, João Guilherme Chaves Rosas Filho entrou no plenário acompanhado dos desembargadores José Roberto Portugal Compasso, João Ziraldo Maia e Marcos André Chut.

“Me orgulho muito de ter permanecido no 1º grau esse tempo todo. 33 anos foram uma satisfação para mim, me sentia realizado no meu trabalho por mais difíceis que fossem as circunstâncias. Meu total respeito ao juízes, porque eles são a base de tudo. Espero honrar sinceramente a Magistratura como honrei esse tempo todo no 1º grau”, disse o desembargador João Guilherme Chaves Rosas Filho, que também destacou as Justiças Eleitoral e Criminal e o trabalho realizado pelos serventuários.

Com 28 anos de carreira e promovido por merecimento, Guilherme Pedrosa Lopes foi acompanhado no plenário pelos desembargadores Claudio Mello Tavares, Luiz Eduardo Cavalcanti Canabarro e Luiz Umpierre de Mello Serra.

“Assumo esta função com profundo senso de responsabilidade. A posse no cargo de desembargador renova em mim o compromisso com a Constituição, com a Justiça e com a sociedade. Julgar não é tarefa fácil, exige equilíbrio e compreensão. Por trás de cada processo há realidades humanas que exigem sensibilidade”, afirmou o desembargador Guilherme Pedrosa Lopes, que emocionou-se ao discursar.

Magistrado com o maior tempo de atividade no TJ, o desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado falou em nome da Corte. “O Tribunal fica valorizado grandemente com essas duas figuras portadoras de currículos especiais. Espero que, quando vossas excelências chegarem no momento em que estou, da aposentadoria, possam dizer aquilo que falo atualmente: que há satisfação e que não têm arrependimento de serem juízes”, frisou.

O presidente do TJ e governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, exaltou os empossados. “Hoje é um dia de comemoração, pois a Justiça reconhece os méritos de dois grandes magistrados. Ambos são corajosos, têm determinação, sabem ter lealdade à lei, e possuem o carisma e a sociabilidade que um magistrado deve ter.”

João Guilherme Chaves Rosas Filho
Natural de Brasília e crescido em Niterói (Região Metropolitana do Rio), João Guilherme Chaves Rosas Filho ingressou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pelo 16º Concurso, em 1º de junho de 1993, aos 26 anos de idade.

Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi advogado e procurador da República antes de entrar para a Magistratura. Na Comarca de Niterói, atuou na 4ª Vara Criminal e no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Desembargadores João Guilherme Chaves Rosas Filho e Guilherme Pedrosa Lopes

Guilherme Pedrosa Lopes
Nascido em Maceió (Alagoas), Guilherme Pedrosa Lopes formou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam) e fez pós-graduação na EMERJ. Advogou de 1994 a 1997, quando ingressou na Magistratura do TJ-RJ em 12 de junho, pelo 27º Concurso.

Na Corte fluminense, foi titular da Vara Cível Regional da Ilha do Governador e da 50ª Vara Cível da Capital. O magistrado foi juiz eleitoral e presidente a 5ª Turma Recursal do biênio 2023-2024. Atualmente, era JDS (juiz desembargador substituto) na 18ª Câmara de Direito Privado.

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