Notícias | 23 de julho de 2012 17:56

Emerj inaugura novas instalações no corredor cultural do Rio

As novas instalações da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) foram inauguradas nesta sexta-feira, dia 20, com a presença de diversas personalidades do mundo jurídico. A escola passa a funcionar no prédio que era da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ao lado do Antigo Palácio da Justiça, na Rua Dom Manoel, no corredor cultural do Rio. O imóvel foi cedido no ano passado, através de uma parceria do Tribunal de Justiça do Rio com o Governo do Estado e a Secretaria estadual de Educação. O presidente da Amaerj, Claudio dell´Orto, esteve presente na cerimônia.

O prédio, que foi construído no final do século XIX e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), passou por obras que duraram 210 dias e foram custeadas pelo TJRJ.  O projeto de restauração procurou não alterar as características originais da construção.

No início da solenidade, que começou na entrada do edifício histórico, foi descerrada a placa com o nome do prédio, uma homenagem ao desembargador Claudio Vianna de Lima, um dos fundadores da Emerj em 1988.  Foram inaugurados ainda dois auditórios, o do térreo, que recebeu o nome do desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, e o do 2º andar, que se chamará desembargador Joaquim Antonio Vizeu Penalva Santos; a Sala Vip, homenagem ao desembargador Luiz Roldão de Freitas Gomes; e o Núcleo de Pesquisas Empíricas, em homenagem ao desembargador Felippe Augusto de Miranda Rosa.

O desembargador Sergio Cavalieri Filho, ex-presidente do TJ do Rio, fez um discurso sobre os homenageados. Ele citou a música de Gilberto Gil, “Amarra o teu arado a uma estrela” para falar sobre o caráter “pertinaz e persistente” do desembargador Claudio Vianna.  Não poupou elogios ao amigo acadêmico que, junto com ele, deu aulas na Emerj antes mesmo de ser instalada no 4º andar do Fórum Central.  Sobre os desembargadores Penalva e Luiz Roldão, afirmou se tratarem de “acadêmicos da escola” e sobre o desembargador Paulo Ventura, disse ser um “venturoso, diplomata, motivador”.

A desembargadora Leila Mariano, atual diretora-geral da Emerj, afirmou que a escola tem um grande papel que é formar e aperfeiçoar magistrados. “Eles,como agentes políticos,precisam ter um grande comprometimento com o seu trabalho, porque são agentes transformadores”. A magistrada também disse que o espaço será de inserção e responsabilidade social: “Faremos a preparação de professores como mediadores para colocarem em prática nas escolas”.

A diretora da Emerj garantiu que a escola está preparada para cumprir sua missão pela busca da excelência. Ela destacou alguns projetos, como a ampliação dos cursos de pós-graduação lato sensu e um novo curso preparatório, o Pré-Emerj.

O presidente do TJRJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, lembrou do “homem respeitabilíssimo, que ninguém ousava criticar” que foi o desembargador Claudio Vianna. “A escola não tinha recursos, então vivia de pessoas abnegadas como ele”, explicou o magistrado. Ele afirmou também que a Emerj deve muito aos desembargadores Jorge Loretti, Carpena Amorim, Segio Cavalieri, Paulo Ventura e Leila Mariano, “que está fazendo uma revolução pedagógica aqui”. Ao comentar que a escola tem tantos professores abnegados e pessoas capacitadas, fez o trocadilho: “Aqui a ignorância afunda e a cultura emerge”.

Também estiveram presentes ao evento o ministro do Superior Tribunal de Justiça Adilson Macabu; os ex-presidentes do TJRJ, desembargadores Marcus Faver, Miguel Pachá, Murta Ribeiro, Gama Malcher e Luiz  Zveiter, presidente do Tribunal Regional Eleitoral; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Antonio José Azevedo Pinto; os 1º e 2º vices-presidentes do TJRJ, desembargadores Nametala Machado Jorge e Nascimento Antonio Póvoas Vaz, respectivamente; a desembargadora e presidente da Abaterj Norma Suely Fonseca Quintes; a presidente do TRF 2ª Região, desembargadora Maria Helena Cisne; o defensor público geral do Estado do Rio, Nilson Bruno; o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner; e a procuradora-geral do Estado do Rio, Lúcia Lea Guimarães, entre outros.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Amaerj com informações do TJ-RJ