domingo, 02 de dezembro de 2018

AMAERJ | 16 de abril de 2018 16:34

Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard

Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Delicious Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Digg Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Facebook Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Google+ Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Link-a-Gogo Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on LinkedIn Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Pinterest Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on reddit Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on StumbleUpon Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Twitter Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Add to Bookmarks Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Email Share 'Juízes estão do lado certo da história, diz Barroso em Harvard' on Print FriendlyWhatsapp

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu, nesta segunda-feira (16), que o Brasil vive uma revolução profunda e pacífica no combate à corrupção. Em palestra no Harvard Law Brazilian Association Legal Symposium (Simpósio Legal da Associação Brasileira de Direito de Harvard), ele afirmou que os juízes estão do lado certo da história e urgiu o Judiciário a manter o bom trabalho.

“O país precisa de vocês. Vocês são depositários da capacidade do Judiciário de mudar hábitos enraizados no Brasil”, disse Barroso, no estado americano de Massachusetts. Apoiadora do simpósio, a AMAERJ participa do evento representada pela presidente Renata Gil.

Leia também: ‘Novo CPC cria jurisprudência segura e coerente’, diz Luis Felipe Salomão em seminário
AMB e AMAERJ tratam de temas da magistratura com Cármen Lúcia no Planalto
No lugar de Temer, Cármen Lúcia nomeia corregedor da Justiça e cria Dia do Autismo

Barroso declarou também que o Judiciário não irá mudar as estruturas do País sozinho, e defendeu a necessidade de uma reforma política, em especial para reduzir o custo das campanhas e aumentar a representatividade do Congresso. “Hoje, a corrupção tem uma primeira causa: matemática”, afirmou, ao mencionar o custo de uma campanha eleitoral, muito maior do que a soma de rendimentos de um político ao longo do mandato.

O ministro comparou a atual situação do sistema político brasileiro a uma crise de abstinência, após sucessivas operações de combate à corrupção no País. “Estamos começando a desintoxicação”, destacou.

Para ele, o Brasil está em meio a uma mudança de paradigmas e tem a chance de refundar o país em termos éticos, nas palavras dele, mas isso só vai acontecer por meio das instituições democráticas e políticas. Barroso defendeu ainda a atual Constituição, e afirmou que ela deu ao País estabilidade institucional e econômica ao longo dos últimos 30 anos, além de permitir a inclusão social — e disse ser totalmente contra uma nova Constituinte no Brasil.

Protagonismo

O protagonismo do Judiciário na luta contra a corrupção foi destacado também pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Para ele, no entanto, não se deve esperar que esse papel seja desempenhado pelo Executivo e Legislativo.

De acordo com o juiz, esses poderes não teriam a independência necessária para combater o problema, em especial devido à forma como são financiadas as campanhas eleitorais. “O que paga esse investimento é a corrupção”, afirmou.

Também falarão no evento desta segunda a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o juiz Sergio Moro, entre outros profissionais. O evento é organizado pela Harvard Law Brazilian Studies Association.

(Com informações da Folha de S.Paulo)

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Luiz Felipe da Silva Haddad 2018-04-16 21:53:16

O Ministro Luís Roberto Barroso é uma referência para todos os magistrados e profissionais jurídicos do Brasil. Disse muito bem ser contra nova constituinte. Aliás, só através de golpe de estado; o que se espera nunca mais ocorrer; a mesma poderia se efetivar. Penso, porém, que uma Emenda Revisiva, respeitando as cláusulas de pedra, se faz necessária. Muita coisa não essencial exige mudança.

O comentário não representa a opinião da AMAERJ; a responsabilidade é do autor da mensagem.