quarta, 12 de dezembro de 2018

AMAERJ | 12 de outubro de 2018 09:02

Abrahão decreta prisão preventiva de acusados de integrar milícia

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O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira (3ª Vara Criminal da Capital) decretou, nesta quinta-feira (11), a prisão preventiva de 15 homens acusados de integrar uma milícia que atua na Zona Oeste do Rio.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Horácio Souza Carvalho, um dos acusados, seria o chefe do grupo paramilitar conhecido como “Milícia do Bateau” ou “Bonde do Horário”. Os réus respondem, neste processo, pelo crime de homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

“O perfil violento dos denunciados e seus passados criminosos, todos retratados nas diversas anotações, apontam, de forma incontinenti, quão necessária é a prisão dos denunciados. Tal se dá como tentativa de pôr termo a guerra sangrenta e ilimitada na zona oeste carioca”, afirma o juiz, na decisão.

Os acusados que tiveram a prisão preventiva decretada foram identificados como Rodrigo Bastos Morais, o “Digão”; Horácio Souza Carvalho; Wagner Beserra de Araújo; Raphael da Silva Nascimento, conhecido como “Pezão”; Wagner Evaristo da Silva Junior, o “Playboy”; Anderson Luiz dos Santos, o “Dante”; Luiz Felipe Costa de Souza, o “2p”; Thiago Amorim de Queiroz, o “Ratão”; Alexandre Portugal da Cunha; Daniel Crichigno, o “Buiú”; Edmilson Gomes Menezes, o “Macaquinho”; Dhiogo de Oliveira Mingozzi; Mauricio Alves Assis; Jorge da Silva Santos Junior, Vulgo “Janjão”; e Leonardo Luccas Pereira, conhecido como “Leleo“ ou “Leleco”.

De acordo com os autos, os integrantes do bando assassinaram Alexandro de Lemos Esteves Braz. Conhecido pelo apelido de “Corujinha” , ele seria integrante de outra facção criminosa. O caso aconteceu em dezembro de 2017.

Ainda conforme o processo, cumprindo ordens de Horácio, eles foram até uma área dominada por uma milícia rival, desembarcaram de cinco veículos — todos roubados —, portando fuzis. Em seguida, começaram a revistar quem circulava pelo local. Depois, localizaram Alexandro em uma moto. O bando, então, o rendeu. Rodrigo Bastos disparou contra o membro da outra facção, segundo a decisão.

Fonte: O Globo

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