sábado, 16 de outubro de 2021

Judiciário na Mídia Hoje | 20 de julho de 2021 16:13

Justiça do Rio mantém prisão preventiva de Jairinho e Monique Medeiros

*G1

A Justiça do Rio decidiu pela manutenção da prisão de Jairinho e Monique Medeiros, acusados da morte do menino Henry Borel no dia 8 de março. A decisão, da última sexta-feira (16), é do juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal da capital.

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Na decisão, o magistrado leva em consideração informações sobre coação de testemunhas e fraude processual pelos acusados como motivos para manter a prisão. O casal está preso desde o dia 8 de abril.

“Além do crime de coação no curso do processo, se imputa aos acusados a prática de crime de fraude processual, demonstrando que há indícios de que os réus possam ter objetivado influenciar no curso das investigações. As referidas condutas indicam desejo de embaraçar as investigações e, consequentemente, a regular instrução criminal, reforçando a necessidade da prisão para sua garantia”, afirma um trecho da decisão.

O juiz também menciona que Jairinho e Monique não estavam em um dos endereços fornecidos às autoridades quando foram presos.

O magistrado afirma ainda que a medida tem como objetivo zelar pela tranquilidade daqueles que vão depor sobre o caso, pois o processo ainda está na fase inicial e foram arroladas testemunhas que mantinham contato estreito com os acusados e familiares da vítima.

O magistrado aceitou ainda um aditamento do Ministério Público com um pedido para que Leniel Borel seja ressarcido em R$ 1,5 milhão pela morte do filho. O pedido de reparação de danos, no entanto, ainda vai ser analisado.

Prisão preventiva

Jairinho está preso preventivamente acusado de homicídio triplamente qualificado. A professora Monique Medeiros, mãe de Henry e ex-namorada de Jairinho, também está presa. Além da morte de Henry, Jairinho também foi denunciado outras três vezes pelo Ministério Público – duas por torturar filhos de ex-namoradas e uma por violência doméstica.

Além disso, no dia 30 de junho, Jairinho se tornou o primeiro vereador do Rio de Janeiro a perder o mandato na Câmara por quebra de decoro parlamentar.