sábado, 31 de outubro de 2020

Brasil | 22 de fevereiro de 2018 11:15

Em um ano, número de presos provisórios cai, mas prisões do país seguem 70% acima da capacidade

*G1

Divulgação

O número e a proporção de presos provisórios diminuíram em um ano no país, mas as prisões continuam superlotadas e estão quase 70% acima da capacidade. É o que mostra um levantamento do G1 dentro do Monitor da Violência feito com base nos dados mais atualizados dos 26 estados e do Distrito Federal.

O Monitor da Violência é resultado de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em janeiro de 2017, 247,8 mil encarcerados (ou 37,6% dos presos) eram provisórios. Agora, são 236,1 mil (34,4%).

Apesar da diminuição dos presos provisórios, as prisões do Brasil seguem superlotadas. São 686,5 mil presos para uma capacidade total de 407 mil pessoas, um déficit de 279 mil vagas.

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Desde a última reportagem do G1, publicada em janeiro de 2017, foram acrescidas ao sistema 7.952 vagas, número insuficiente para acomodar o total de presos, que ainda cresceu 2,8% em um ano, com 18.412 novos internos.

Comparando o levantamento de 2017 com o de janeiro agora:

  • O Brasil prendeu mais gente que as vagas criadas nas prisões;
  • A superlotação oscilou pouco: de 69,2% para 68,6%;
  • Pernambuco ultrapassou Amazonas e voltou a ser o estado mais superlotado do país;
  • O percentual de presos provisórios caiu de 37,6% para 34,4%.


Leia a reportagem na íntegra.