terça, 18 de junho de 2019

AMAERJ | 01 de agosto de 2011 19:58

Desembargador Murta Ribeiro emociona em evento em sua homenagem

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Mais de 200 pessoas, entre magistrados, amigos e familiares lotaram a sede da Amaerj de Vargem Grande, neste sábado 30 de julho, para homenagear o desembargador José Carlos Schmidt Murta Ribeiro. O evento teve um duplo significado: marcar a aposentadoria do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e seu aniversário, comemorado no domingo 31.

“O desembargador Murta Ribeiro teve a sensibilidade de ver que para o magistrado, o momento em que ele fica mais fragilizado é quando tem um ente querido doente. Ele, percebendo isso, criou o TJ-MED, que hoje financia 80% do nosso plano de saúde. Temos uma dívida de gratidão com esse homem que marcou sua história no Judiciário com uma presidência absolutamente lisa, democrática”, destacou o presidente da Amaerj, desembargador Antonio Cesar Siqueira, em seu rápido discurso de homenagem, ao lado do presidente do TJ-RJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, e do presidente da Mútua dos Magistrados, desembargador Henrique Figueiras.

Confirmando as qualidades destacadas por todos os magistrados ouvidos durante o almoço, entre elas a afabilidade e a simplicidade, o desembargador Murta Ribeiro fez um discurso tão breve quanto emocionante. “Vocês sabem que eu não tenho o dom da oratória”, começou, atribuindo essa característica ao seu pai, a quem chamava carinhosamente de “O velho Murta”, e que também presidiu o TJ-RJ. “Posso dizer que sou um filho direto do Tribunal. E hoje, ao olhar para a minha carreira, vejo que eu não fiz nada mais que cumprir o meu dever”, disse. Mas além de cumprir o dever, o desembargador revelou que uma de suas maiores alegrias é e continuará sendo “ter amigos”. “Aqui estão meus amigos. É muito bom ter chegado ao fim da minha carreira na vida pública, tendo a certeza do dever cumprido e de ter amigos. Me despeço com um ´até logo`. Vou continuar na vida do Direito ainda por algum tempo. Agradeço o carinho recebido pelo nosso presidente do TJ, Manoel Alberto, nosso desembargador Antonio Siqueira – o nosso Tunico – e o nosso querido Henrique Filgueiras. Muito, muito obrigado a todos vocês”, concluiu, arrancando aplausos, logo seguidos de abraços.

Além de diversos amigos e parentes, destacavam-se também entre os presentes os desembargadores aposentados Humberto Manes e Marcus Faver, ex-presidentes do TJ-RJ.

Veja alguns depoimentos:

Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, desembargador, presidente do Tribunal de Justiça do Rio:

“O desembargador Murta, conhecido entre os amigos como Zeca, é uma pessoa incomum. Ele consegue ser uma pessoa séria, correta, intransigente, e ao mesmo tempo amável no trato, atencioso e um amigo leal. Entre nós, é um dos poucos que consegue ser uma unanimidade. Possui uma cultura que poucos no Tribunal têm. Ao longo de sua vida, ele conseguiu manter essa característica, de ser uma pessoa extremamente simples. Eu creio que o Murta vai marcar sua passagem pelo TJ-RJ como um presidente tolerante, atencioso e que levou com muita seridade o zelo pela coisa pública.”

Henrique Filgueiras, desembargador, presidente da Mútua dos Magistrados:

“Como presidente, o desembargador Murta Ribeiro levou o Tribunal para os trilhos da seriedade, da competência. É uma pessoa maravilhosa. Jamais o vi reclamando, mesmo nos momentos de crise, que não são poucos quando se está na presidência de um tribunal. Sempre se comportou com uma fidalguia e uma elegância que fazem dele, sem dúvida, um exemplo para toda a magistratura.”

Paulo Gustavo Rebello, desembargador aposentado (em 2009):

“Trabalhamos juntos no Órgão Especial do Tribunal quando ele era presidente, mas eu fui um admirador do Zé Carlos desde que entrei para a magistratura. Sempre acompanhei a sua trajetória e, para mim, ele foi um exemplo, sempre correto e cauteloso nas suas decisões, como deve ser um magistrado.”

Luis Fernando Ribeiro Carvalho, desembargador, ex-presidente da Amaerj e da AMB:

“Ele é tido por todos que o conhecem como um homem cordial, afável, simples, que se dá com todo mundo, seja a pessoa mais importante, seja o funcionário mais humilde. Além disso, como professor de Direito Penal e como juiz criminal, marcou sua trajetória com muita seriedade e estudo e uma grande sensibilidade para os problemas humanos. Mais tarde, como desembargador ele levou essas qualidades para a presidência do Tribunal, sabendo se relacionar com todos, demonstrando uma autoridade que pela simplicidade se fazia respeitar. Uma iniciativa importante que marcou sua gestão, sem dúvida, foi o TJ-Med, pelo qual o Tribunal assumiu uma parte da assistência médica dos juízes. Mas o que marcou sua administração foi, sobretudo, esse ambiente descontraído. Ele sabia levar a administração com seriedade, com todo o empenho necessário, mas sem criar um ambiente tenso. Todos se sentiam à vontade para levar a ele os problemas, pois ele impunha seu respeito de forma natural, com muita simplicidade.”

Lúcia Maria Miguel, desembargadora:

“O que mais me marcou no convívio com o desembargador Murta Ribeiro foi sua afabilidade, sua religiosidade, além do fato de ser Fluminense, o que pra mim é muito importantes (risos). Mas ele é incrível mesmo. É de um caráter e de uma bondade à toda prova.”

Marcus Faver, desembargador, ex-presidente do TJ-RJ:

“O Murta foi um desembargador com uma característica muito significativa para a magistratura, porque ele é um homem pacificador, um homem tranquilo, aliás, de tamanha tranquilidade que embora eu sendo Flamengo e ele Fluminense, nós íamos ao estádio juntos.”

Humberto Manes, desembargador, ex-presidente do TJ-RJ:

“Eu conheci José Carlos Murta Ribeiro no apartamento do pai dele, o desembargador Murta Ribeiro, em 1957, quando ingressei na magistratura. Foi um jantar em homenagem aos novos magistrados, nos quais me incluía. Ele devia estar com 16 anos de idade. O que posso dizer dele? Um grande juiz, um homem de bem, um homem simples que só dignificou o Tribunal, uma pessoa superior, casado com uma esplêndida pessoa, a pianista Carol. Foi um brilhante presidente e o tempo fará justiça a ele.”

Antônio José Carvalho, desembargador, presidente da 2ª Câmara Criminal do TJ-RJ – assumiu a presidência com a aposentadoria do desembargador Murta Ribeiro:

“Somos amigos há 20 anos. Quando eu assumi a desembargadoria, ele foi meu padrinho e eu fiquei 90% do meu tempo como desembargador na 2ª Câmara, que agora assumo como presidente. Destaco como suas características principais a afabilidade, a honestidade e o grande conhecimento jurídico. Ele é uma figura humana maravilhosa.”

Fonte: Assessoria de Imprensa da Amaerj

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