quinta, 19 de setembro de 2019

AMAERJ | 30 de agosto de 2019 12:37

Perícia conclui que Prefeitura descumpriu exigências para reabrir a Niemeyer

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*G1

O laudo técnico produzido por peritos convocados pelo Tribunal de Justiça do Rio aponta que a Avenida Niemeyer, no Vidigal (Zona Sul do Rio), ainda não tem condições de ser reaberta ao tráfego de veículo.

A conclusão dos especialistas é que “uma solução efetiva dos problemas de segurança na Avenida Niemeyer está distante”.

Segundo os técnicos, a prefeitura ainda precisa realizar obras no local, como a demolição de 13 casas, a construção de uma galeria para a coleta de águas pluviais e a retirada de grandes rochas no topo da encosta.

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Este foi o resultado da segunda vistoria realizada por técnicos indicados pelo Poder Judiciário em 19 de agosto. A primeira fiscalização no local aconteceu em 13 de junho. A Niemeyer segue fechada desde 28 de maio por determinação judicial.

Entre as duas avaliações dos peritos indicados pela Justiça, a Prefeitura chegou a pedir a reabertura da Niemeyer em duas oportunidades.

No último dia 22, documento apresentado à Justiça informava que as obras realizadas no local seriam suficientes para garantir a segurança de motoristas e moradores, além de pedir a reabertura em dias sem chuvas.

O que diz o laudo

Segundo o laudo de vistoria dos peritos indicados pelo TJ-RJ, existem pontos de preocupação para a reabertura e pela segurança dos moradores da região.

Os técnicos encontraram 13 casas não demolidas no topo da encosta onde ocorreu o maior escorregamento. De acordo com o laudo, “essas casas continuam a contribuir com despejo de esgoto e águas pluviais, além de exercerem sobrecarga sobre o frágil talude existente”.

Os peritos discordam das afirmações colocadas pelos técnicos da prefeitura, de que as contribuições de esgoto seriam insignificantes no processo que teria deflagrado o escorregamento.

Outro problema alertado foi a falta da construção de uma “galeria de cintura na crista do talude”. Para os especialistas, essas galerias podem ser canaletas ou degraus, com o objetivo de escoar esse material sem prejudicar ainda mais o solo do morro.

Imagens aéreas produzidas durante a última vistoria também mostram um conjunto de pedras no topo do escorregamento, próximo às casas. Os técnicos não identificaram intervenções da prefeitura que poderiam dar estabilidade para o conjunto de pedras.

Na opinião dos peritos, “são diversos blocos de rochas de tamanhos diferentes ao longo do escorregamento, estando ainda presente o risco de ocorrência de eventos indesejáveis”.

Um trecho do laudo diz que os técnicos do Poder Executivo municipal não conseguiram dar garantias para a segurança no local. “Apesar das explicações e garantias verbais dos técnicos da Prefeitura e da Geo-Rio, sobre a ausência de risco, os técnicos do município não lograram êxito em demonstrar qualquer cenário que favoreça sua tese”.

A conclusão dos técnicos é que “uma solução efetiva dos problemas de segurança na Niemeyer está distante”.

Outro ponto em destaque é a falta de monitoramento na encosta. Segundo o laudo, os técnicos da Prefeitura informaram que não seria adotada nenhuma sugestão de implantação de sistema de monitoramento.

Para o poder público, a execução das obras no local deixaria o trabalho de monitoramento desnecessário.

Abertura da via em dia de sol

O prefeito Marcelo Crivella chegou a pedir à Justiça que a circulação de veículos na Niemeyer fosse autorizada em dias de sol. Contudo, o laudo dos peritos indicados pelo Judiciário também não recomenda a medida.

Para eles, não se pode afastar a possibilidade de deslizamentos mesmo em tempo seco, como ocorreu no início de agosto na Estrada Grajaú-Jacarepaguá.

Assinam o laudo pericial: Luiz Roberto Charnaux Sertã Junior, engenheiro da UFRRJ; João Antônio Prado Silva, geólogo da Uerj; Fábio Peres da Silva, geólogo da UFRRJ; e Rogério Góis Marão, engenheiro civil da UFF.

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