terça, 12 de dezembro de 2017

AMAERJ | 24 de novembro de 2017 12:47

Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon

Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Delicious Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Digg Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Facebook Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Google+ Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Link-a-Gogo Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on LinkedIn Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Pinterest Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on reddit Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on StumbleUpon Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Twitter Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Add to Bookmarks Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Email Share 'Filme sobre o Plantão Judiciário e saúde será exibido no Cine Odeon' on Print Friendly Whatsapp

Os graves problemas no sistema de saúde no Estado e no município do Rio de Janeiro sobrecarregam o Sistema Judiciário fluminense. No documentário “Plantão Judiciário”, o jornalista, diretor de cinema e roteirista Daniel Brunet acompanha três casos que chegaram à Justiça e mostra o sofrimento da população. Com 15 minutos de duração, o filme será exibido pela primeira vez no Festival Internacional Colaborativo Audiovisual (Fica.vc), em 2 de dezembro, no Cine Odeon (Praça Floriano, 7 – Centro, Rio de Janeiro). 

Leia mais: Desembargador Luciano Rinaldi lança livro sobre o Novo CPC
Juiz capixaba lança livros nas áreas de família e sucessões
Desembargador Antônio Izaías lança livro de crônicas em dezembro

O curta metragem foi filmado no plantão da noite de 11 de outubro até a madrugada de 12 de outubro de 2016. Naquele ano, conta Brunet, cerca de 40 pessoas foram atendidas, em média, em cada plantão. Entre eles, 90% tentavam resolver problemas em unidades de saúde, como falta de vaga no CTI ou centro cirúrgico.

“O filme mostra que as pessoas não conseguem ser atendidas e precisam recorrer ao Plantão Judiciário. As falhas no sistema de saúde dão mais trabalho para juízes e defensores. Por isso, o filme será atual enquanto tiver gente morrendo na fila do CTI e o serviço de saúde fechar a porta para o cidadão”, avalia Brunet.

O jornalista conhece o trabalho do Plantão Judiciário fluminense desde 2010, quando produziu uma série de reportagens para o jornal O Globo sobre o sistema de saúde pública no Estado. Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostravam que, na época, 8,6 pessoas morriam por dia na fila do CTI por falta de atendimento. Nos hospitaos, os pacientes eram orientados pelos médicos a solicitar mandados judiciais, que deveriam ser cumpridos em até 24 horas.

Ao longo do trabalho, Brunet percebeu que a população desconhece o serviço judiciário. Desde então, ele acompanha o trabalho – e os esforços – de magistrados e servidores do TJ-RJ e demais instituições que atuam no plantão para atender a população.

“O filme conta histórias reais, como o cinema documental permite, e tem o papel de jornalístico de informar sobre os direitos do cidadão e a existência do Plantão Judiciário. Conhecemos e conversamos com as pessoas enquanto esperavam o atendimento para que seus parentes pudessem ser internados na rede pública e particular de saúde. São casos de vida ou morte e uma luta contra o tempo”, descreve o diretor.

Sete anos depois da série de reportagens para O Globo, onde assina o Blog Emergência, Brunet conta que pouca coisa mudou no sistema de saúde pública. “Mantenho contato com funcionários do plantão judiciário e eles relatam que o número de pessoas em busca de mandados segue crescendo”, diz.

Após a participação do Fica.vc, o diretor e roteirista quer promover sessões públicas em faculdades de Direito e de Medicina e em associações de moradores, além de participar de outros festivais nacionais e internacionais de cinema. “Quero que as pessoas saiam informadas e conheçam seus direitos, por mais que esse não seja o papel do cinema”, completa.

FOTO: Reprodução

FOTO: Divulgação

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Seja o primeiro a comentar!