quinta, 19 de setembro de 2019

AMAERJ | 16 de agosto de 2019 12:17

Em nota, Frentas manifesta indignação com PL aprovado

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Parlamentares fazem votação simbólica na Câmara | Foto: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados

Em nota publicada nesta quinta-feira (15), a Frentas (Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público) manifestou sua indignação com a aprovação do Projeto de Lei de Abuso de Autoridade (PL 7.596/ 2017). O texto, assinado por presidentes de associações formadas por integrantes do MP e do Poder Judiciário, alerta para as falhas e os efeitos negativos do PL aprovado pela Câmara dos Deputados, em votação simbólica, na noite de quarta-feira (14).

As entidades associativas têm atuado, desde o início da tramitação do projeto, para evitar a inviabilização do trabalho de membros de operadores do Direito. A nota da Frentas destaca este ponto ao afirma que o projeto “contém uma série de falhas e impropriedades que inibem a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e das forças de segurança, prejudicando o desenvolvimento de investigações e processos em todo o país e contribuindo, assim, para o avanço da impunidade”.

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Confira abaixo a nota na íntegra:

“A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) manifesta sua indignação com a aprovação do projeto de lei de abuso de autoridade (PL 7596/2017), na noite desta quarta-feira (14), pela Câmara dos Deputados, que contém uma série de falhas e impropriedades que inibem a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e das forças de segurança, prejudicando o desenvolvimento de investigações e processos em todo o país e contribuindo, assim, para o avanço da impunidade.

Diante da relevância do referido projeto, as entidades subscritoras – que representam 40 mil membros da magistratura e do MP brasileiro – entendem que deveria ter ocorrido a discussão aprofundada do texto, com audiências públicas e a participação da sociedade e das instituições que lidam com o tema. O aperfeiçoamento da legislação sobre abuso de autoridade é necessário, já que a legislação em vigor, de 1965, está, de fato, defasada. Por isso, o tema deveria ter sido tratado com serenidade, a partir de um amplo debate, em tramitação ordinária, exatamente o oposto do que ocorreu na Câmara dos Deputados, que aprovou o texto sem qualquer discussão, em regime de urgência.

Os deputados chancelaram um texto que mantém as definições de diversos crimes de maneira vaga, aberta, subjetiva, punindo situações que hoje são normalmente dirimidas pelo sistema de justiça. A Frentas alerta a sociedade para os efeitos absolutamente negativos de uma possível sanção do PL 7596/2017 no combate a ilegalidades das mais variadas espécies, à corrupção e ao crime organizado. As entidades trabalharão para que excessos e impropriedades contidos no referido projeto de lei sejam vetados pelo presidente da República e, em caso de sua sanção, para que os referidos artigos sejam invalidados pelo Poder Judiciário, diante de manifestas inconstitucionalidades.”

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